EDUCAÇÃO CIENTÍFICA : UM NOVO PENSAR PARA A EDUCAÇÃO!

O CONHECIMENTO COMO ALGO DE AÇÃO CONTÍNUA.

Hoje em dia o conhecimento tem estado no patamar mais elevado quando se fala de crescimento nos paises sendo que, o conhecimento neste ponto de vista não é visto como definitivo nem como uma verdade pré-estabelecida mas como algo renovável.Antigamente ao se falar de conhecimento se ligava as universidades aos mestres ou grandes pensadores , hoje percebe-se uma caça aos talentos , a pessoas que tem por interesse a investigação do conhecimento pois em sociedade mais “desenvolvidas” quem controla o crescimentos são aqueles que geralmente não pararam no tempo, que querem unir suas experiências e seus saberes à aplicação dos mesmos . ou seja uma constante troca de ideias sem esquecer ou desprezar fatores importantes como : a cultura local, a identidade e todo o aprendizado ao longo do tempo , os saberes prévios , percebendo valores antes esquecidos ou seja fazendo um TIC de forma mais plural englobando vários campos de pesquisa unindo o lado científico ao humano , fazendo uma verdadeira construção do conhecimento
A sociedade do conhecimento é a sociedade do amanhã e a gestão do conhecimento surge então como uma necessidade mutante e globalizada, onde todos tem que estar dispostos a aprender e reaprender permanentemente . Percebe-se isto nas sociedades asiáticas podemos citar a China , cujo exemplo aparece citado no texto : Rumo a uma Sociedade do Conhecimento da Malásia de Hans-Dieter Evers , abordando que mesmo com a crise no inicio do ano passado este país se mantém hoje como a segunda maior economia do mundo . A Malásia tem avançado em direção ao palco da sociedade do conhecimento , mesmo tendo um histórico de exploração , e como historiadora sei bem disto, a política do governo muito tem contribuído para reverter esta história pois suas riqueza naturais e minerais exploradas pela grã-bretanha e ainda hoje consegue se manter como um dos maiores produtores mundiais de borracha, óleo de palma e estanho .
Embora não temos certeza se todos em todas as sociedades sigam o mesmo caminho rumo a uma economia baseada no conhecimento, deve, no entanto, comparar Brasil com outras nações em alguns dos indicadores relevantes. Nós selecionamos Coréia, um país que muitas vezes era mencionado junto com a Malásia como uma das economias dos Tigres Asiáticos e os Países Baixos e a Alemanha, para comparação. A Holanda é comparável ao da Malásia, em termos de população, Alemanha, em termos do seu terreno. Ambos fazem parte da maior economia do mundo, a União Europeia.( assim aponta o texto)
Espero que não seja barrada pelos mais “ poderosos” que veem como uma ameaça os países que neste ramo se destacam . O conhecimento é um “ bun” que reflete na economia e na sociedade e acompanha a ele o crescimento num todo .Antigamente este conhecimento era voltado para a parte industrial e hoje vemos ele para o conhecimento ( SVEIBY -1998) é uma abertura para diversos setores ou melhor diversos saberes, reforçando a teoria que devemos investir em educação , rede e conhecimento passando o conhecimento como gerador de valores sociais e econômicos , muito bem citado pelo professor Neri dos Santos na apresentação de mestrado assistido por nós candidatos .Finalizando a abordagem/critico textual , no seu fim faz a colocação que o conhecimento não
consistem em TIC sozinho, sem um contexto social das TIC, política e cultural, e uma economia do conhecimento não se desenvolverá – isto diz tudo .


A educação é uma campo vasto , propicio para uma iniciação cientifica do que é verdadeiramente educar : “[...] A ESCOLA FAZ POLÍTICA NÃO SÓ PELO QUE DIZ, MAS PELO QUE TAMBÉM SE CALA; NÃO SÓ PELO PELO QUE FAZ, MAS TAMBÉM PELO QUE NÃO FAZ.” GUTIÉRREZ, Francisco . Educação como práxis política, 1988

“[...] parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar e escutar, parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço”.
LARROSA BONDÍA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, 2002.

Uma educação voltada para a gestão do conhecimento abre caminhos para :
• Ampliar a percepção e os conhecimentos do jovem sobre a realidade social, econômica, cultural, ambiental e política local, a partir da condição juvenil;

• Promover o protagonismo e a participação crítica e transformadora do jovem na vida pública;

• Desenvolver nos jovens capacidade de trabalho coletivo e de lidar com a diversidade, as diferenças e conflitos


Sendo a dinâmica mais constitutiva do conhecimento o questionamento, como expressão de sua marca disruptiva, rebelde, produzir conhecimento é principalmente questioná-lo; pesquisa tem como objetivo crucial construir conhecimento, o que leva a realçar sua característica desconstrutiva; menos que afirmar, verificar, confirmar, constatar, conhecer é questionar, significando acima de tudo a vocação de confronto inovador; não havendo resultados definitivos no conhecimento, pesquisar não se propõe, fundamentalmente, a preservar, proteger, transmitir conhecimento, mas a desfazer, tendo em vista que no conhecimento disponível nunca está todo o conhecimento possível, mas aquele até ao momento construído (Pedro Demo, 1996);
Precisamos abrir espaço para uma educação científica, uma busca pelo conhecimento sempre ,pois o que se conhece já não interessa mais à pesquisa, há que desconstruir o que se conhece, para sempre começar tudo de novo; por outra, como não se chega ao final nunca, o termo mais adequado seria “reconstruir” conhecimento, começando do que já está posto (“remix”, para os internautas) (Weinberger, 2007. Latterell, 2006); pesquisadores mais geniais constroem conhecimento, mas o comum dos mortais tende a permanecer no espaço da reconstrução; significa também que não basta destruir, é indispensável oferecer alternativas, por mais que sejam, elas também, naturalmente efêmeras; a pesquisa vive, assim, da dinâmica desconstruir / reconstruir, nesta ordem. Por isso precisamos apostar na formação continuidade educadores , para que estes aprendam o significado do conhecimento para que se passe a frente , aprendam a reaprender e a instigar nos alunos o prazer da pesquisa sem procurar respostas prontas.
Assim coloca o educador e pesquisador Pedro Demo ( Educar pela Pesquisa ) com o seu olhar para a educação científica : “Alfabetização em ciência” implica a abordagem da pesquisa voltada para reconstruir ideias científicas, discriminar mensagens persuasivas, sopesar e testar conjeturas, interpretar dados coletados e ajuntados com novas tecnologias, criticar argumentos com base tecnológica, aprender tecnologias just-in-time para o próximo emprego, curso ou atividade Tendo em vista que estamos na sociedade intensiva de conhecimento, alfabetização científica aparece como estratégia privilegiada para participar das oportunidades emergentes e que requerem capacidade constante de renovação e autorrenovação. No entanto, por mais que ciência seja referência fundamental, não é menos fundamental desenvolver espírito crítico em especial frente à ciência, porquanto aprender a argumentar implica aceitar contra-argumentação (Demo, 2005). “A maioria dos padrões prescrevem ciência e tecnologia como pesquisa, mas na prática 90% dos cursos usam outros métodos” Chama a atenção que se preconize com tanta convicção que pesquisar é melhor forma de aprender, mas que, na escola, não se tome em conta. Prefere-se a postura clássica da aula transmissiva, também para atender aos testes de domínio de conteúdos. Ademais, a própria sobrecarga curricular não deixa tempo para pesquisa, tornando-se o professor transmissor atropelado da montanha de conteúdos. Como todo currículo é seletivo (não é viável querer transmitir “tudo”), é bem mais produtivo selecionar tópicos considerados mais relevantes e tratá-los com devida profundidade, aliando conteúdo e habilidades, como sugere Darling-Hammond (2010). “Esta visão bate com evidência de pesquisa mostrando que estudantes que se envolvem em projetos de pesquisa em ciência são mais exitosos em cursos e projetos subsequentes. Pesquisa mostra que a dedicação de tempo para pesquisa não diminui a performance em testes de alta expectativa” Ainda, a pesquisa, implicando processo constante de elaboração, argumentação, debate, permite avaliação encaixada neste próprio processo (através dos resultados parcelares e concertados), promovendo melhoria de sua qualidade intrinsecamente.
TEXTO DE JOSANE FERNANDA LISBOA CHINKEVICZ- (observar data de publicação)

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