palestras educacionais
PALESTRAS EDUCACIONAIS E FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES: UM CAMINHO PARA UMA MELHOR RELAÇÃO ALUNO X PROFESSOR ____MINISTRADO POR: Josane Fernanda Lisboa Chinkevicz OBSERVAR A AGENDA E ESTABELECER CONTATO VIA E-MAIL: lisboa.josanefernanda@yahoo.com.br
PALESTRAS SOBRE EDUCAÇÃO DIGITAL
Palestras educacionais voltadas para a Educação Digital
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Alunos, leiam Heloisa Buarque de Hollanda
Disciplina : Estudos Culturais
Prof. Dra.: Dilma Juliano
Mestranda :Josane Fernanda Lisboa Chinkevicz
HOLLANDA, Heloisa Buarque de(org).Tendências e Impasses. O feminismo como crítica da cultura .(introdução ) . RJ: Rocco, 1994.
Alguns pontos da escritora /pesquisadora :
Olhar para o outro /projetos dentro da periferia /Universidade das Quebradas/saberes da favela/ leitura sobre a marginalização/universo digital e seus benefícios /pesquisadora dentro da literatura/ pós-doutora em sociologia/coordenadora Programa Avançado de Cultura Contemporânea -UFRJ/ estudos sobre a mulher e a literatura no Brasil/olhar sobre os “sem voz”/ feminismo ganha outro espaço.
GÊNERO? FEMINISMO? Social/ subjetivo/artístico/ representação/ acadêmico/feminismo/não um indivíduo apenas e sim uma relação social/hibridismo/sincretismo/as questões estão interligadas/diversidade/estudo de vários objetos/relações de poder /sujeito atuante transformador e produtor/busca de novos elementos.
“...o que se vê é um interesse crescente em relação à teoria feminista e a identificação recorrente de uma “ insistente presença da voz feminina “ como um dos traços mais salientes da cultura pós – moderna .” (p.7)
Um novo olhar surge referente aos discursos que acabavam por criar um monopólio cultural de valores . Palavras como marginalidade , alteridade e diferença começam a ser reforçados no cenário de estudos – comparando Hall .
“Segundo Said ( Edward Said), os estudos feministas, assim como os estudos étnicos ou antiimperialistas, promovem um deslocamento radical de perspectiva ao assumirem como ponto de partida de suas análises o direito dos grupos marginalizados de falar e representar-se nos domínios políticos e intelectuais que normalmente os excluem , usurpam suas funções de significação e representação e falseiam suas realidades históricas .” (p. 08)
“A partir da década de 1970, começa a se evidenciar o debate ( crítica da cultura feminina ), hoje irreversível nos meios políticos e acadêmicos, em torno da questão da “alteridade”no plano político e social, esse debate ganha terreno a partir dos movimentos anticoloniais, étnicos, raciais, de mulheres, de homossexuais e ecológicos que se consolidam como novas forças políticas emergentes .” (p.8)
Cita Foucault , Derrida , Barthes , Deleuze e Kristeva – marginalidade , alteridade e diferença ) .( p. 8 e 9)
Derrida – na sua Gramatologia - fonocentrismo(voz) /logocentrismo(palavra) /falocentrismo(falo) - como elementos arbitrários .
“Preocupações semelhantes ( Derrida ) expressam-se no pensamento de Foucault , que exerceu influência sensível em grande parte da produção teórica feminista no que diz respeito à crítica das teoria clássicas relativas aos conceitos de representação e de poder .”(p.09)
“É interessante observar como , apesar do reconhecimento explícito da importância política e epistemológica das teorias críticas feministas , o pensamento acadêmico pós-estruturalista, numa sutil e questionável apropriação destas teorias,investe na idéia de existência de um sujeito difuso e descentrado, muitas vezes nomeado feminino.” (p. 10) Durante muito tempo o termo feminino ficou centrado na década de 60 em cima de militâncias – movimentos políticos – agora se torna sujeito da fala , de grupos sociais que foram de certa forma marginalizados , impedidos se serem verdadeiramente representados, e estes “marginalizados” foram rotulados , reprimidos . Esteriótipos foram reforçados graças as relações de poder. No final da década de 70 a voz feminina ganha espaço e seus estudos são arremessados inclusive para a literatura .
Da mesma forma, o feminismo começa a ser observado, do ponto de vista político, como uma das alternativas mais viáveis e concretas no cenário de descrédito das ideologias( que são muitas ) A identificação do “feminino” como o discurso do “outro”, como o “locus do pânico neste fim de milênio” ganha força . ( p. 10 )
Estamos falando de uma necessidade pela significação – agora o feminismo surge como foco de estudo( de um estudo cultural amplo ) e critica as redes de poder que sempre existiram , que suprimem e impõe o que é importante pesquisar, comentar, reforça, legitimar ...( Foucault e Bourdieu) .Um estudo além das linhas raciais , étnicas e sexuais .
Em se tratando de feminismo , existe uma a distinção de dois pólos conceituais quando se pensa no debate teórico feminista: o feminismo anglo-americano e o feminismo francês. “O primeiro trabalha a partir da recuperação de uma experiência e uma “identidade feminina”. Neste sentido, engaja-se na perspectiva que pretende por em cheque o cânone literário masculino que, via de regra, tem definido as noções de gênero, de gosto e de temas para a produção literária. Este cânone é marcado pela exclusão das mulheres enquanto sujeito do discurso e pela adulteração na representação da experiência e história feminina. ( p. 11 e 12 ) . Denuncia aspectos arbitrários e manipuladores da imagem feminina na tradição literária, a literatura é como um lugar importante para a experiência social feminina , tentando eliminar a ideologia patriarcal, valorizando uma arqueologia literária , resgatando os trabalhos femininos que foram silenciados ou excluídos da literatura. (p. 12 )
“Por outro lado, o feminismo francês, mais vinculado à psicanálise, vai trabalhar no sentido da identificação de uma possível “subjetividade feminina”. Enquanto as feministas americanas dos anos 60 declaram guerra ao falocentrismo freudiano, as francesas atentam para a psicanálise entendida como teoria capaz de promover a exploração do inconsciente e a emancipação do pessoal, caminho que se mostrava especialmente atraente para a análise e identificação da opressão da mulher. A partir da segunda metade dos anos 70, a progressiva consolidação do prestígio do pensamento teórico de Derrida e Lacan no campo intelectual europeu, ajuda a definir as bases do femininsmo francês. Esta linha de análise trabalha basicamente com os conceitos de differance(conceito chave da crítica derridadiana desconstrutiva da lógica binária) e com o conceito de imaginário (relativo à fase pré-edipiana) de Lacan, em busca da definição de uma écriture féminine.”( p. 12)
“É inegável que os discursos marginalizados das mulheres – assim como os dos diversos grupos “excluídos” ou “silenciados” -, no momento em que desenvolvem suas “sensibilidades experimentais” e definem espaços alternativos ou possíveis de expressão, tendem a produzir um contradiscurso, cujo potencial subversivo não é desprezível e merece ser explorado.” ( p.14) É a busca pela identidade agora substituída pelo estudo das relações de “gênero”- que vão além das representações tradicionais .Não apenas o discurso das margens , das entrelinhas, mas a atuação política.
Coletânia de artigos traduzidos :
A crítica feminista no território selvagem – Elaine Showalter - a escrita da mulher e a cultura das mulheres – a importância do que escrevem para a história – valorização deste olhar tão esquecido – dos excluídos .
Repensando a história literária- Ria Lamaire - em um território só de homens em que benefícios são voltados para apenas uma classe – visão foucaultiana – o discurso na história para mulheres ou para homens ?( dominação – redes de poder )
Raça e gênero: o papel da analogia na ciência – Nancy Leys – como a metáfora e analogia podem desempenhar um papel dentro da ciência-leitura e releitura de textos científicos –semelhanças e comparações.
Sentido e sensualidade: notas sobre a formação nacional- Jean Franco- mulheres nas frentes de batalha diferentemente do que dos discursos dominantes nos apresentam – cita várias – analisa romances e contos latino-americanos escrito por ou sobre mulheres.
Mulher , literatura e irmandade social – Mary Louise Pratt -a mulher e a história oficial – a mulher como ícone nacional- a década de 20 e 30 campo e a cidade – mulher indígena – mulher nos poemas –discurso dos poderosos – literatura .
Amor e pátria na América Latina – Doris Sommer –Cita Foucault e o corpo social e Anderson – patriotismo e a analogia com a religião.
Quem reivindica alteridade? Gayatri Spivak – colonização interna – quadro diaspórico – como fomos construídos neste universo de incertezas em relação a nossa identidade –rituais /tribos/falta de espaço da mulher nos registros.
A tecnologia do Gênero – Teresa de Lauretis- conceitos de diferenças sexuais – de gênero em sua amplitude e pesquisas - sexualidade construída na cultura Michel Foucault- várias foram as forma de dominação –poder como produtor de significados .
Um manifesto para cyborgs: ciência , tecnologia e feminismo socialista na década de 80 – Donna Haraway- os corpos são mapas de poder e identidade – o caminho da ciência e da tecnologia formando identidade , relações, espaços e histórias – mudanças dos padrões determinada pela ciência . BOA LEITURA !
Sabendo mais sobre a ESCOLA DE FRANKFURT
Escola de Frankfurt
Qual é a influência de meios de comunicação de massa, como a TV, sobre uma sociedade? Como as pessoas são mobilizadas a acompanharem um noticiário como se estivessem assistindo a uma telenovela, como ocorreu no recente caso da morte da menina Isabella? Os primeiros filósofos que detectarem a dissolução das fronteiras entre informação, consumo, entretenimento e política, ocasionada pela mídia, bem como seus efeitos nocivos na formação crítica de uma sociedade, foram os pensadores da Escola de Frankfurt.
Max Horkheimer (1895-1973) e Theodor W. Adorno (1903-1969) são os principais representantes da escola, fundada em 1924 na Universidade de Frankfurt, na Alemanha. No local, um conjunto de teóricos, entre eles Walter Benjamin (1892-1940), Jürgen Habermas (1929), Herbert Marcuse (1898-1979) e Erich Fromm (1900-1980), desenvolveram estudos de orientação marxista.
Os estudos dos filósofos de Frankfurt ficaram conhecidos como Teoria Crítica, que se contrapõe à Teoria Tradicional. A diferença é que enquanto a tradicional é "neutra" em seu uso, a crítica busca analisar as condições sociopolíticas e econômicas de sua aplicação, visando à transformação da realidade. Um exemplo de como isso funciona é a análise dos meios de comunicação caracterizados como indústria cultural.
Indústria cultural- Em um texto clássico escrito em 1947, "Dialética do Iluminismo", Adorno e Horkheimer definiram indústria cultural como um sistema político e econômico que tem por finalidade produzir bens de cultura - filmes, livros, música popular, programas de TV etc. - como mercadorias e como estratégia de controle social.
A idéia é a seguinte: os meios de comunicação de massa, como TV, rádio, jornais e portais da Internet, são propriedades de algumas empresas, que possuem interesse em obter lucros e manter o sistema econômico vigente que as permitem continuarem lucrando. Portanto, vendem-se filmes e seriados norte-americanos, músicas (funk, pagode, sertaneja etc) e novelas não como bens artísticos ou culturais, mas como produtos de consumo que, neste aspecto, em nada se diferenciariam de sapatos ou sabão em pó. Com isso, ao invés de contribuírem para formar cidadãos críticos, manteriam as pessoas "alienadas" da realidade.
Como afirmam no texto: "Filmes e rádio não têm mais necessidade de serem empacotados como arte. A verdade, cujo nome real é negócio, serve-lhes de ideologia. Esta deverá legitimar os refugos que de propósito produzem. Filme e rádio se autodefinem como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores-gerais tiram qualquer dúvida sobre a necessidade social de seus produtos."
Para Adorno, os receptores das mensagens dos meios de comunicação seriam vítimas dessa indústria. Eles teriam o gosto padronizado e seriam induzidos a consumir produtos de baixa qualidade. Por essa razão, indústria cultural substitui o termo cultura de massa, pois não se trata de uma cultura popular representada em novelas da Rede Globo, por exemplo, mas de uma ideologia imposta às pessoas.
Dominação política
E como a indústria cultural torna-se mecanismo de dominação política? Adorno e Horkheimer vislumbraram os meios de comunicação de massa como uma perversão dos ideais iluministas do século 18. Para o Iluminismo, o progresso da razão e da tecnologia iria libertar o homem das crenças mitológicas e superstições, resultando numa sociedade mais livre e democrática.
Mas os pensadores da Escola de Frankfurt, que eram judeus, se viram alvos da campanha nazista com a chegada de Hitler ao poder nos anos 30, na Alemanha. Com apoio de uma máquina de propaganda que pela primeira vez usou em larga escala os meios de comunicação como instrumentos ideológicos, o nazismo era uma prova de como a racionalidade técnica, que no Iluminismo serviria para libertar o homem, estava escravizando o indivíduo na sociedade moderna.
Nas mãos de um poder econômico e político, a tecnologia e a ciência seriam empregadas para impedir que as pessoas tomassem consciência de suas condições de desigualdade. Um trabalhador que em seu horário de lazer deveria ler bons livros, ir ao teatro ou a concertos musicais, tornando-se uma pessoa mais culta, questionadora e engajada politicamente, chega em casa e senta-se à frente da TV para esquecer seus problemas, absorvendo a mesmos valores que predominam em sua rotina de trabalho. É desta forma que a indústria cultural exerceria controle sobre a massa. Como resultado, ao invés de cidadãos conscientes, teríamos apenas consumidores passivos.
Totalistarismo eletrônico
Posteriormente, entre os anos 70 e 80, os frankfurtianos foram muito criticados por uma visão reducionista dos receptores, graças a pesquisas que demonstraram que as pessoas não são tão manipuláveis quanto Adorno pensava na época. Além disso, nem toda produção cultural se resume à indústria. Nas histórias em quadrinhos, por exemplo, temos Disney e Maurício de Souza, mas temos também quadrinhos alternativos e autorais.
Apesar disso, Adorno e Horkheimer tiveram o mérito de serem os precursores da denúncia de um "totalitarismo eletrônico", em que diversão e assuntos importantes são "mixados" num só produto; em que representantes políticos são escolhidos como se fossem sabonetes. Neste sentido, a crítica permanece atual. (José Renato Salatiel*)
*Jornalista e professor universitário
• Assoum, Paul-Laurent. (1991). "A Escola de Frankfurt". São Paulo: Ática.
• Horkheimer, M.; Adorno, T.W.; Habermas, J. (1975). "Textos Escolhidos". Coleção "Os Pensadores". São Paulo: Abril Cultural.
• Matos, Olgária C. F. (2006). "A Escola de Frankfurt: luzes e sombras do Iluminismo". São Paulo: Moderna.
Conversando com alunos sobre PIERRE BOURDIEU
Disciplina : Tópico especial – estudos culturais
Professor: Dilma Juliano
Josane Fernanda Lisboa Chinkevicz
BOURDIEU, Pierre . O mercado de bens simbólicos in A economia das trocas simbólicas. SP: Perspectiva ,2001.
_________________Espaço social e espaço simbólico in Razões práticas.Sobre a teoria da ação. SP:Papirus,1996.
BOURDIEU
Desenvolveu, ao longo de sua vida, mais de 300 trabalhos abordando a questão da dominação e é, sem dúvida, um dos autores mais lidos, em todo o mundo, nos campos da Antropologia e Sociologia, cuja contribuição alcança as mais variadas áreas do conhecimento humano, discutindo em sua obra temas como educação, cultura, literatura, arte, mídia, linguística e política. Estudos na Argélia-sociedade Cabila.
TERMOS UTILIZADOS POR BOURDIEU :
Redes de poder /Poder simbólico/Mandantes e mandatários/Campo simbólico/ Habitus /Capital simbólico/Legitimação/Ritos de passagem /Formas de dominação/Violência simbólica/Arbitrariedade da reprodução simbólica/Submeter-se – sofrer pena de exclusão-recém chegados/Formas de reprodução/Topologia dos desvios/Rompimento de padrões .
Se analisarmos o pensamento de Bourdieu veremos que , historicamente , a vida intelectual e artística permaneceu, durante toda a Idade Média e Renascimento, sob a tutela da aristocracia e da Igreja, atendendo às suas demandas éticas e estéticas. O processo de autonomização ( identidade própria na obra )da produção intelectual e artística é correlato à constituição de uma categoria socialmente distinta de artistas ou de intelectuais profissionais, cada vez mais inclinados a levar em conta exclusivamente às regras firmadas pela tradição herdada de seus predecessores – academicismo . Um controle que sempre existiu : a Igreja e suas censuras morais e o poder político usando a arte como propaganda .
Em sua obra A economia das trocas simbólicas , observa Florença do século XV, com a afirmação de uma legitimidade propriamente artística, concede ao artista o direito de legislar com exclusividade em seu próprio campo: o campo da forma e do estilo.( 2011,p.101) O movimento do campo artístico em direção à autonomia ocorreu em ritmos diferentes segundo as sociedades e esferas da vida artística, mas acelerou-se consideravelmente com a Revolução Industrial . As diferentes categorias de produtores destinam seus produtos e cujas condições de possibilidade residem na própria natureza dos bens simbólicos. Estes mesmos bens são concomitantemente valorizados como mercadoria e carregados de significações e tanto o caráter mercantil quanto cultural da obra de arte subsistem relativamente independentes.
No cenário artístico surgem novas concepções: a arte enquanto tal instaura uma dissociação entre a arte como simples mercadoria e a arte como pura significação. (2011, p. 102 e 103 ) Toda essa ideia leva a uma ruptura dos vínculos de dependência dos artistas em relação ao patrão ou a um mecenas, propiciando ao escritor e ao artista uma liberdade que logo se revela formal, sendo apenas a condição de sua submissão às leis do mercado de bens simbólicos. O artista se afasta de seu público, considerando-se gênio autônomo e criador independente. Nessas condições, nasce um público anônimo de “burgueses” em conjunto com a aparição de métodos e técnicas tomadas de empréstimo à ordem econômica e ligados à comercialização da arte - o artista se afasta tanto do povo quanto do burguês.( 2011, p.104 )
Surgem 2 espaços : o campo de produção erudita e o campo da indústria cultural. A diferença básica entre os dois modos de produção se refere a quem se destinam os bens culturais produzidos. Assim, o campo de produção erudita destina a produção de seus bens a um público de produtores de bens culturais, enquanto o campo da indústria cultural os destina aos não-produtores de bens culturais, ou seja, a população em geral.
Em Ecomomia das Trocas Simbólicas observa que na produção erudita o artista tende a produzir ele mesmo suas normas de produção e os critérios de avaliação de seus produtos, e obedece à lei fundamental da concorrência pelo reconhecimento propriamente cultural ,constituindo-se, assim, “sociedades de admiração mútua”, uma relação de solidariedade entre o artista e o crítico.
Termos de Weber - ao monopólio da manipulação legítima de uma classe determinada de bens simbólicos,, isto é, busca dos temas, técnicas e estilos dotados de valor. Deste modo, é a própria lei do campo, que envolve os intelectuais e os artistas na dialética da distinção cultural, que impõe os limites no interior- do que é belo , do que segue ao padrão. Weber faz um paralelo com o campo religioso, ao entender que a estrutura do campo religioso organiza-se em torno da oposição entre o profeta e o sacerdote (além das oposições secundárias entre profeta, o feiticeiro e o sacerdote).( 2001,p. 108 e 119 )
As obras produzidas pelo campo de produção erudita são obras “puras", “abstratas” e esotéricas.
Por tais características, as obras do campo de produção erudita são acessíveis a um público reduzido e a sua recepção depende do nível de instrução dos receptores - código refinado . Já a recepção dos produtos no sistema da indústria cultural é relativamente independente do nível de instrução dos receptores.Para a compreensão do funcionamento e as funções sociais do campo de produção erudita é preciso analisar as relações existentes com as instâncias de conservação do capital de bens simbólicos (museus) e com as instâncias de reprodução.
O sistema de ensino, reforça essa redes de poder para assegurar a reprodução do sistema dos esquemas de ação, de expressão, de concepção, de imaginação, de percepção e de apreciação social, impõe a cultura produzida, e também reforça a formação de agentes capazes de reproduzi-la e renová-la.( p. 118, 119 e 120)
Desta forma o sistema de ensino, enquanto instância de conservação e consagração cultural, cumpre inevitavelmente uma função de legitimação cultural ao converter em cultura legítima, exclusivamente através do efeito de dissimulação. Pois ali existe um ato de imposição , arbitrário, que reproduz que reforça as obras legítimas e as ilegítimas e, ao mesmo tempo, entre a maneira legítima e a ilegítima de abordar as obras legítimas – reforçando assim a cultura dominante .( p.120 e 121)
Assim este sistema de ensino de conservação e consagração cultural cumpre, no interior do sistema de produção e circulação dos bens simbólicos, uma função homóloga à da Igreja. Ele está como instância de consagração, mas devem reconhecer que estão submetidos à autoridade institucional do sistema e é este que lhes dará a consagração final.
Assim, inúmeras características da Academia Francesa derivam do fato de que ela delega com mais facilidade a função de conservação cultural, de que foi investida, aos produtores mais inclinados e mais aptos a responder à demanda das frações dominantes das classes dominantes, tendendo a consagrar muito mais os autores e as obras que este setor do público lhe aponta do que aqueles consagrados pelas instâncias próprias ao campo de produção erudita.( p. 121, 122 e 123)
Vejamos : quando interrogados a respeito de seus gostos em música, a maioria dos operários situa-se espontaneamente no campo da “grande música” e, com isso, declaram de modo implícito que seu consumo de canções não merece ser mencionado. A medida que nos aproximamos das classes médias, os indivíduos procuram citar dentre seu consumo e seus conhecimentos os que lhes parecem mais ajustados à definição legítima da música (citações de Wal-Berg, Franck Purcell, as Valsas Vienenses, o Bolero de Ravel ou os grandes nomes próprios, como Chopin ou Beethoven).( p. 132,179-181 )
Assim, a arte média só pode renovar suas técnicas e sua temática tomando de empréstimo à cultura erudita e, ainda mais à “arte burguesa”, os procedimentos mais divulgados dentre aqueles usados há uma ou duas gerações passadas, e “adaptando” os temas e os assuntos mais consagrados ou os mais fáceis de serem reestruturados segundo as leis tradicionais de composição das artes populares (por exemplo, a divisão maniqueísta de papéis).( p 136, 137 e 138 )
Estamos no dualismo na oposição entre o legítimo e o ilegítimo – que se impõe no campo dos bens simbólicos com a mesma necessidade arbitrária com que, em outros campos, impõe-se a distinção entre o sagrado e o profano -, recobre a oposição entre dois modos de produção: de um lado, o modo de produção característico de um campo de produção que fornece a si mesmo seu próprio mercado e que depende, para sua reprodução, de um sistema de ensino que opera reforçando esta legitimação; de outro, o modo de produção característico de um campo de produção que se organiza em relação a uma demanda externa ( público ), social e culturalmente inferior. (p.176-178)
Aulas diferentes e envolventes - regionalismo literário através da música
EXPRESSANDO-SE ATRAVÉS DA MÚSICA
O Cio da Terra
Composição: Milton Nascimento / Chico Buarque
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E s e fartar de pão...
Decepar a cana
Recolher a guarapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel...
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão.
O Cio da Terra
Composição: Milton Nascimento / Chico Buarque
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E s e fartar de pão...
Decepar a cana
Recolher a guarapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel...
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão.
Volta às aulas - busca e geração de conhecimentos
VOLTA ÀS AULAS : O CONHECIMENTO COMO ALGO DE AÇÃO CONTÍNUA E INTERDISCIPLINAR
Por Prof. Josane Fernanda Lisboa Chinkevicz – é professora do Ensino Médio e Superior da grande Florianópolis – Colégio Antônio Peixoto e IES – Instituto superior da Grande Florianópolis
As aulas voltaram, e agora o que queremos de nossos alunos ?
Qual o nosso papel de educadores diante desta nova geração de estudantes?
Hoje em dia, o conhecimento geral tem estado num patamar mais elevado, quando se fala de crescimento intelectual. As disciplinas estão cada vez mais integradas e os professores e alunos devem estar sempre buscando ampliar seus conhecimentos. Isto tem acontecido principalmente após as mudanças do ENEM e agora, com os vestibulares, se adaptando dentro desta nova forma de pensar o saber integrado.
Lembre que conhecimento não é visto como definitivo nem como uma verdade pré-estabelecida, mas como algo renovável. Antigamente ao se falar de conhecimento se ligava às universidades, aos mestres ou grandes pensadores, hoje se percebe uma caça aos talentos, às pessoas que tem por interesse a investigação do conhecimento, pois em sociedades mais “desenvolvidas” quem controla o crescimento são aqueles que geralmente não pararam no tempo, que querem unir suas experiências e seus saberes à aplicação dos mesmos.
Esta constante troca de ideias em sala de aula abre espaço para diversos debates, sem esquecer ou desprezar fatores importantes como: a cultura local, a identidade e todo o aprendizado ao longo do tempo, os saberes prévios, pois todos têm várias experiências de vida. Sendo assim, percebendo valores antes esquecidos, de forma mais plural, englobando vários campos de pesquisa, unindo o lado científico ao humano e desta forma trazer a experiências de nossos alunos para o ambiente escolar.
Precisamos interagir, pois a física se encontra no dia a dia do aluno, e não apenas dentro das apostilas em “decorebas” para vestibulares, mas está no jogo de futebol assistido na TV. A matemática está na localização das figuras geométricas, nas medidas, no surgimento das primeiras civilizações. Além deste lado do “cotidiano” temos também o lado integrado com as demais disciplinas. Hoje a história está ligada a origem da matemática e esta com a sociologia, e com as suas estatísticas nas tabelas. O movimento retilíneo uniforme se encontra no percurso da escola onde também estão as infinidades de placas com os erros grotescos de português. A geografia permanece fixa nas aulas de biologia, trabalhando o habitat dos animais, as mudanças climáticas e as transformações do solo no mercado de trabalho (sociologia) e na loucura das doenças surgidas por vírus e bactérias.
É isto aí, esta é a sociedade do conhecimento que estamos construindo , é a sociedade do hoje e do amanhã. A gestão do conhecimento surge então como uma necessidade mutante e globalizada, onde todos têm que estar dispostos a aprender e reaprender permanentemente.
“... parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar e escutar, parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço”. LARROSA BONDÍA (2002).
Assim, as disciplinas de sociologia e filosofia visam uma educação voltada para a percepção e saberes em geral do jovem sobre a realidade social, econômica, cultural, ambiental e política local, a partir da condição juvenil; promove o protagonismo e a participação crítica e transformadora deste na vida pública como cidadão; desenvolve a capacidade de trabalhar coletivamente e lidar com a diversidade, as diferenças e conflitos; a fazer com que nossos jovens vejam as disciplinas no seu cotidiano aprendendo de forma solta, integrada, uma ligada à outra, em um conhecimento global.
Tudo isto é para que nossos alunos aprendam o significado do conhecimento, passe a frente, aprendam a reaprender, despertando neles o prazer da pesquisa, sem procurar respostas prontas, pesquisando os conteúdos sempre.
Quando este jovem ouvir e entender a história da arte, da sociologia, da filosofia, por exemplo, em uma aula de matemática, ele estará pronto para este novo ensino que está surgindo, ou melhor, se firmando. Um ensino que valoriza a produção do conhecimento de cada indivíduo. Assim não será mais aquele que entende de “X”, mas aquele que vê o “X” em todas as partes ou como um todo, e ainda melhor, em todas as disciplinas.
Por Prof. Josane Fernanda Lisboa Chinkevicz – é professora do Ensino Médio e Superior da grande Florianópolis – Colégio Antônio Peixoto e IES – Instituto superior da Grande Florianópolis
As aulas voltaram, e agora o que queremos de nossos alunos ?
Qual o nosso papel de educadores diante desta nova geração de estudantes?
Hoje em dia, o conhecimento geral tem estado num patamar mais elevado, quando se fala de crescimento intelectual. As disciplinas estão cada vez mais integradas e os professores e alunos devem estar sempre buscando ampliar seus conhecimentos. Isto tem acontecido principalmente após as mudanças do ENEM e agora, com os vestibulares, se adaptando dentro desta nova forma de pensar o saber integrado.
Lembre que conhecimento não é visto como definitivo nem como uma verdade pré-estabelecida, mas como algo renovável. Antigamente ao se falar de conhecimento se ligava às universidades, aos mestres ou grandes pensadores, hoje se percebe uma caça aos talentos, às pessoas que tem por interesse a investigação do conhecimento, pois em sociedades mais “desenvolvidas” quem controla o crescimento são aqueles que geralmente não pararam no tempo, que querem unir suas experiências e seus saberes à aplicação dos mesmos.
Esta constante troca de ideias em sala de aula abre espaço para diversos debates, sem esquecer ou desprezar fatores importantes como: a cultura local, a identidade e todo o aprendizado ao longo do tempo, os saberes prévios, pois todos têm várias experiências de vida. Sendo assim, percebendo valores antes esquecidos, de forma mais plural, englobando vários campos de pesquisa, unindo o lado científico ao humano e desta forma trazer a experiências de nossos alunos para o ambiente escolar.
Precisamos interagir, pois a física se encontra no dia a dia do aluno, e não apenas dentro das apostilas em “decorebas” para vestibulares, mas está no jogo de futebol assistido na TV. A matemática está na localização das figuras geométricas, nas medidas, no surgimento das primeiras civilizações. Além deste lado do “cotidiano” temos também o lado integrado com as demais disciplinas. Hoje a história está ligada a origem da matemática e esta com a sociologia, e com as suas estatísticas nas tabelas. O movimento retilíneo uniforme se encontra no percurso da escola onde também estão as infinidades de placas com os erros grotescos de português. A geografia permanece fixa nas aulas de biologia, trabalhando o habitat dos animais, as mudanças climáticas e as transformações do solo no mercado de trabalho (sociologia) e na loucura das doenças surgidas por vírus e bactérias.
É isto aí, esta é a sociedade do conhecimento que estamos construindo , é a sociedade do hoje e do amanhã. A gestão do conhecimento surge então como uma necessidade mutante e globalizada, onde todos têm que estar dispostos a aprender e reaprender permanentemente.
“... parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar e escutar, parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço”. LARROSA BONDÍA (2002).
Assim, as disciplinas de sociologia e filosofia visam uma educação voltada para a percepção e saberes em geral do jovem sobre a realidade social, econômica, cultural, ambiental e política local, a partir da condição juvenil; promove o protagonismo e a participação crítica e transformadora deste na vida pública como cidadão; desenvolve a capacidade de trabalhar coletivamente e lidar com a diversidade, as diferenças e conflitos; a fazer com que nossos jovens vejam as disciplinas no seu cotidiano aprendendo de forma solta, integrada, uma ligada à outra, em um conhecimento global.
Tudo isto é para que nossos alunos aprendam o significado do conhecimento, passe a frente, aprendam a reaprender, despertando neles o prazer da pesquisa, sem procurar respostas prontas, pesquisando os conteúdos sempre.
Quando este jovem ouvir e entender a história da arte, da sociologia, da filosofia, por exemplo, em uma aula de matemática, ele estará pronto para este novo ensino que está surgindo, ou melhor, se firmando. Um ensino que valoriza a produção do conhecimento de cada indivíduo. Assim não será mais aquele que entende de “X”, mas aquele que vê o “X” em todas as partes ou como um todo, e ainda melhor, em todas as disciplinas.
Estudo de gênero
Vozes silenciosas: A história de Branca Dias
Resumo : Cabe a todos os pesquisadores recuperar lágrimas e risos, desilusões e esperanças, fracassos e vitórias que na verdade são frutos do viver, da nossa própria existência. Desta forma queremos provocar neste artigo um novo olhar para a obra de Dias Gomes , O Santo Inquérito , e juntamente , para o estudo das mulheres. Que esta análise sirva para lembrar dos excluídos da história e também que a literatura pode ser uma importante ferramenta para que venham à tona novos elementos culturais a serem estudados, dando vozes aos esquecidos, subjugados e silenciados .
Abstract: It's up to all researchers retrieve tears and laughter, hopes and disappointments, failures and victories that are actually fruits of life, our very existence. Thus we want to lead this article a new look at the work of Dias Gomes, The Holy Inquiry, and together, for the study of women. That this analysis will serve to remind those excluded from history and literature can also be an important tool to come to light new cultural elements to be studied, giving voice to the forgotten, overwhelmed and silenced.
Palavras – chave: Gênero- Identidade – Literatura - Religiosidade
“Assim me vejo novamente falando de gênero, falando de mulheres. Vozes silenciadas pelo tempo e pelos homens, religiosos ou não, que durante todo o tempo escreveram a história e foram atores principais em um cenário construído e regido por eles. Uma inquietude que permeia o meu olhar a cada livro que leio a cada pesquisa que faço.”
Josane Fernanda Lisboa *
Acompanhe o artigo por inteiro na internet
Resumo : Cabe a todos os pesquisadores recuperar lágrimas e risos, desilusões e esperanças, fracassos e vitórias que na verdade são frutos do viver, da nossa própria existência. Desta forma queremos provocar neste artigo um novo olhar para a obra de Dias Gomes , O Santo Inquérito , e juntamente , para o estudo das mulheres. Que esta análise sirva para lembrar dos excluídos da história e também que a literatura pode ser uma importante ferramenta para que venham à tona novos elementos culturais a serem estudados, dando vozes aos esquecidos, subjugados e silenciados .
Abstract: It's up to all researchers retrieve tears and laughter, hopes and disappointments, failures and victories that are actually fruits of life, our very existence. Thus we want to lead this article a new look at the work of Dias Gomes, The Holy Inquiry, and together, for the study of women. That this analysis will serve to remind those excluded from history and literature can also be an important tool to come to light new cultural elements to be studied, giving voice to the forgotten, overwhelmed and silenced.
Palavras – chave: Gênero- Identidade – Literatura - Religiosidade
“Assim me vejo novamente falando de gênero, falando de mulheres. Vozes silenciadas pelo tempo e pelos homens, religiosos ou não, que durante todo o tempo escreveram a história e foram atores principais em um cenário construído e regido por eles. Uma inquietude que permeia o meu olhar a cada livro que leio a cada pesquisa que faço.”
Josane Fernanda Lisboa *
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