Alunos, leiam Heloisa Buarque de Hollanda

Disciplina : Estudos Culturais Prof. Dra.: Dilma Juliano Mestranda :Josane Fernanda Lisboa Chinkevicz HOLLANDA, Heloisa Buarque de(org).Tendências e Impasses. O feminismo como crítica da cultura .(introdução ) . RJ: Rocco, 1994. Alguns pontos da escritora /pesquisadora : Olhar para o outro /projetos dentro da periferia /Universidade das Quebradas/saberes da favela/ leitura sobre a marginalização/universo digital e seus benefícios /pesquisadora dentro da literatura/ pós-doutora em sociologia/coordenadora Programa Avançado de Cultura Contemporânea -UFRJ/ estudos sobre a mulher e a literatura no Brasil/olhar sobre os “sem voz”/ feminismo ganha outro espaço. GÊNERO? FEMINISMO? Social/ subjetivo/artístico/ representação/ acadêmico/feminismo/não um indivíduo apenas e sim uma relação social/hibridismo/sincretismo/as questões estão interligadas/diversidade/estudo de vários objetos/relações de poder /sujeito atuante transformador e produtor/busca de novos elementos. “...o que se vê é um interesse crescente em relação à teoria feminista e a identificação recorrente de uma “ insistente presença da voz feminina “ como um dos traços mais salientes da cultura pós – moderna .” (p.7) Um novo olhar surge referente aos discursos que acabavam por criar um monopólio cultural de valores . Palavras como marginalidade , alteridade e diferença começam a ser reforçados no cenário de estudos – comparando Hall . “Segundo Said ( Edward Said), os estudos feministas, assim como os estudos étnicos ou antiimperialistas, promovem um deslocamento radical de perspectiva ao assumirem como ponto de partida de suas análises o direito dos grupos marginalizados de falar e representar-se nos domínios políticos e intelectuais que normalmente os excluem , usurpam suas funções de significação e representação e falseiam suas realidades históricas .” (p. 08) “A partir da década de 1970, começa a se evidenciar o debate ( crítica da cultura feminina ), hoje irreversível nos meios políticos e acadêmicos, em torno da questão da “alteridade”no plano político e social, esse debate ganha terreno a partir dos movimentos anticoloniais, étnicos, raciais, de mulheres, de homossexuais e ecológicos que se consolidam como novas forças políticas emergentes .” (p.8) Cita Foucault , Derrida , Barthes , Deleuze e Kristeva – marginalidade , alteridade e diferença ) .( p. 8 e 9) Derrida – na sua Gramatologia - fonocentrismo(voz) /logocentrismo(palavra) /falocentrismo(falo) - como elementos arbitrários . “Preocupações semelhantes ( Derrida ) expressam-se no pensamento de Foucault , que exerceu influência sensível em grande parte da produção teórica feminista no que diz respeito à crítica das teoria clássicas relativas aos conceitos de representação e de poder .”(p.09) “É interessante observar como , apesar do reconhecimento explícito da importância política e epistemológica das teorias críticas feministas , o pensamento acadêmico pós-estruturalista, numa sutil e questionável apropriação destas teorias,investe na idéia de existência de um sujeito difuso e descentrado, muitas vezes nomeado feminino.” (p. 10) Durante muito tempo o termo feminino ficou centrado na década de 60 em cima de militâncias – movimentos políticos – agora se torna sujeito da fala , de grupos sociais que foram de certa forma marginalizados , impedidos se serem verdadeiramente representados, e estes “marginalizados” foram rotulados , reprimidos . Esteriótipos foram reforçados graças as relações de poder. No final da década de 70 a voz feminina ganha espaço e seus estudos são arremessados inclusive para a literatura . Da mesma forma, o feminismo começa a ser observado, do ponto de vista político, como uma das alternativas mais viáveis e concretas no cenário de descrédito das ideologias( que são muitas ) A identificação do “feminino” como o discurso do “outro”, como o “locus do pânico neste fim de milênio” ganha força . ( p. 10 ) Estamos falando de uma necessidade pela significação – agora o feminismo surge como foco de estudo( de um estudo cultural amplo ) e critica as redes de poder que sempre existiram , que suprimem e impõe o que é importante pesquisar, comentar, reforça, legitimar ...( Foucault e Bourdieu) .Um estudo além das linhas raciais , étnicas e sexuais . Em se tratando de feminismo , existe uma a distinção de dois pólos conceituais quando se pensa no debate teórico feminista: o feminismo anglo-americano e o feminismo francês. “O primeiro trabalha a partir da recuperação de uma experiência e uma “identidade feminina”. Neste sentido, engaja-se na perspectiva que pretende por em cheque o cânone literário masculino que, via de regra, tem definido as noções de gênero, de gosto e de temas para a produção literária. Este cânone é marcado pela exclusão das mulheres enquanto sujeito do discurso e pela adulteração na representação da experiência e história feminina. ( p. 11 e 12 ) . Denuncia aspectos arbitrários e manipuladores da imagem feminina na tradição literária, a literatura é como um lugar importante para a experiência social feminina , tentando eliminar a ideologia patriarcal, valorizando uma arqueologia literária , resgatando os trabalhos femininos que foram silenciados ou excluídos da literatura. (p. 12 ) “Por outro lado, o feminismo francês, mais vinculado à psicanálise, vai trabalhar no sentido da identificação de uma possível “subjetividade feminina”. Enquanto as feministas americanas dos anos 60 declaram guerra ao falocentrismo freudiano, as francesas atentam para a psicanálise entendida como teoria capaz de promover a exploração do inconsciente e a emancipação do pessoal, caminho que se mostrava especialmente atraente para a análise e identificação da opressão da mulher. A partir da segunda metade dos anos 70, a progressiva consolidação do prestígio do pensamento teórico de Derrida e Lacan no campo intelectual europeu, ajuda a definir as bases do femininsmo francês. Esta linha de análise trabalha basicamente com os conceitos de differance(conceito chave da crítica derridadiana desconstrutiva da lógica binária) e com o conceito de imaginário (relativo à fase pré-edipiana) de Lacan, em busca da definição de uma écriture féminine.”( p. 12) “É inegável que os discursos marginalizados das mulheres – assim como os dos diversos grupos “excluídos” ou “silenciados” -, no momento em que desenvolvem suas “sensibilidades experimentais” e definem espaços alternativos ou possíveis de expressão, tendem a produzir um contradiscurso, cujo potencial subversivo não é desprezível e merece ser explorado.” ( p.14) É a busca pela identidade agora substituída pelo estudo das relações de “gênero”- que vão além das representações tradicionais .Não apenas o discurso das margens , das entrelinhas, mas a atuação política. Coletânia de artigos traduzidos : A crítica feminista no território selvagem – Elaine Showalter - a escrita da mulher e a cultura das mulheres – a importância do que escrevem para a história – valorização deste olhar tão esquecido – dos excluídos . Repensando a história literária- Ria Lamaire - em um território só de homens em que benefícios são voltados para apenas uma classe – visão foucaultiana – o discurso na história para mulheres ou para homens ?( dominação – redes de poder ) Raça e gênero: o papel da analogia na ciência – Nancy Leys – como a metáfora e analogia podem desempenhar um papel dentro da ciência-leitura e releitura de textos científicos –semelhanças e comparações. Sentido e sensualidade: notas sobre a formação nacional- Jean Franco- mulheres nas frentes de batalha diferentemente do que dos discursos dominantes nos apresentam – cita várias – analisa romances e contos latino-americanos escrito por ou sobre mulheres. Mulher , literatura e irmandade social – Mary Louise Pratt -a mulher e a história oficial – a mulher como ícone nacional- a década de 20 e 30 campo e a cidade – mulher indígena – mulher nos poemas –discurso dos poderosos – literatura . Amor e pátria na América Latina – Doris Sommer –Cita Foucault e o corpo social e Anderson – patriotismo e a analogia com a religião. Quem reivindica alteridade? Gayatri Spivak – colonização interna – quadro diaspórico – como fomos construídos neste universo de incertezas em relação a nossa identidade –rituais /tribos/falta de espaço da mulher nos registros. A tecnologia do Gênero – Teresa de Lauretis- conceitos de diferenças sexuais – de gênero em sua amplitude e pesquisas - sexualidade construída na cultura Michel Foucault- várias foram as forma de dominação –poder como produtor de significados . Um manifesto para cyborgs: ciência , tecnologia e feminismo socialista na década de 80 – Donna Haraway- os corpos são mapas de poder e identidade – o caminho da ciência e da tecnologia formando identidade , relações, espaços e histórias – mudanças dos padrões determinada pela ciência . BOA LEITURA !

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